segunda-feira, 19 de junho de 2017

Gravidez na Adolescência no Âmbito Escolar

O Brasil não possui um controle de natalidade e o planejamento familiar, assim como a educação sexual ainda são assuntos que estão começando a serem discutidos entre as crianças e adolescentes. A gravidez, no caso de ocorrer com adolescentes, portanto, na maior parte das vezes é um problema social bastante grave.
Decisões voluntárias e conscientes relacionadas ao exercício da sexualidade e à vida reprodutiva são particularmente importantes nessa etapa da vida.
De acordo com dados oficiais:
26,8% da população sexualmente ativa (15-64 anos) iniciou sua vida sexual antes dos 15 anos no Brasil;
Cerca de 19,3% das crianças nascidas vivas em 2010 no Brasil são filhos e filhas de mulheres de 19 anos ou menos;
Em 2009, 2,8% das adolescentes de 12 a 17 anos possuem 1 filho ou mais;
Em 2010, 12% das adolescentes de 15 a 19 anos possuíam pelo menos um filho (em 2000, o índice para essa faixa etária era de 15%).
A taxa de natalidade de adolescentes no Brasil pode ser considerada alta dadas as características do contexto de desenvolvimento brasileiro, sendo observado um viés de renda, raça/cor e escolaridade significativo na prevalência desse tipo de gravidez (adolescentes pobres, negras ou indígenas e com menor escolaridade tendem a engravidar mais que outras adolescentes).
Fonte: http://redacaonline.com.br/blog/redacao-gravidez-na-adolescencia-no-brasil/.
Proposta: exibir o documentário “Meninas”, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=XZIebR6hrgM e, como este é um tema que deve ser tratado no âmbito escolar, discutir com os jovens o tema “Gravidez na adolescência no Brasil”.

15 comentários:

  1. A partir da exibição do documentário para as turmas, proponho uma roda de debates para discutir toda a problemática que o tema carrega, como o estigma que a adolescente carrega por ser mãe, a responsabilidade que se vem com uma criança.
    Mas, acho que o mais importante é trabalhar a responsabilidade que vem atrelada com o sexo. Pois, mais que uma gravidez indesejada o sexo inseguro pode expor as adolescentes a doenças.
    Então, é importante desenvolvermos palestras incentivando proteção durante as relações sexuais e desconstruindo a idade de que a responsabilidade é da menina caso ocorra uma gravidez.

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  2. O governo deveria criar um projeto de lei que determina que crianças a partir de 11 anos comecem a ter aulas de educação sexual, mais especificamente aulas sobre consentimento em relações sexuais. Mas enquanto isso, vamos nos virando da melhor maneira possível.
    A melhor maneira seria fazer com que os alunos tenham "uma melhor compreensão sobre a sociedade em que vivem, para que assim possam tomar decisões de uma maneira mais bem informada e ficarem mais seguros." Porém, o que o governo quer mesmo é criar a “ESCOLA SEM PARTIDO”.
    Muito bem, feito a crítica, vamos ao que interessa: para que isso aconteça, é fundamental para o jovem entender o que é dar ou receber um consentimento sexual, saber perceber quando algo ou alguém passou dos limites e ter informações sobre a quem recorrer quando isso acontece. Como fazer isso? Dando ferramentas para navegar, através da leitura, por situações românticas num cenário em que um ou os dois envolvidos possam ir longe demais com algo que eles não estão maduros para entender completamente, preparar o jovem para que identifique e se proteja de abusos ou de exploração por parte de um adulto. No âmbito das escolas públicas, criar um parâmetro para que a educação sexual seja um tema transversal, ou seja, atravesse diversas matérias, mas de maneira definitiva.

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  3. Boa noite, caros colegas!

    Segue uma proposta de dramatização:

    DRAMATIZAÇÃO
    A atividade proposta a seguir objetiva refletir acerca dos índices de natalidade, assim como sobre o papeis de diferentes sujeitos frente à gravidez.
    A dramatização mostra-se como um recurso importante a partir do momento que possibilita discutir o tema, e, sob a orientação do professor elaborar argumentos para a dramatização. Isso leva a um aprendizado pela participação ativa do aluno.
    Procedimento:
    Dividir a classe em grupos. Cada um representará uma das personagens citadas abaixo. Todos os alunos dos grupos defenderão o posicionamento da personagem designada para o grupo. Os dados referentes a essas personagens devem estar impressos e entregues aos participantes de cada um dos grupos na aula que preceder a atividade. É importante recomendar aos alunos que preparem em casa sua argumentação.
    No dia destinado a essa atividade, cada grupo formará um semicirculo voltado para o centro da sala. Antes de iniciar a discussão, um representante de cada grupo falará, expondo rapidamente o ponto de vista do seu personagem.
    A discussão terá início quando o médico anunciar que no Posto de Saúde onde trabalha, começará a ser distribuído anticoncepcional gratuitamente.
    Personagem 1 – Médico. Você é médico e atende muitas mães pobres e sem condições. Muitas dessas mães não têm condições de criar seus filhos e estes são encaminhados a orfanatos e instituições. Você é a favor de campanhas de esclarecimento junto ao público, bem como à distribuição de anticoncepcionais nos Postos de Saúde.
    Personagem 2 – Operário. Você é um operário e ganha menos que dois salários mínimos. É casado, têm três filhos pequenos e luta com grande dificuldade para manter a família. Você e sua esposa não querem ter mais filhos (ela já fez dois abortos), pois a vida foi sempre difícil nesses oito anos de casados.
    Personagem 3 – Economista. Você é economista e trabalha como assessor do governo. Tem apenas dois filhos e não pretende ter mais nenhum. Porém, é contra as campanhas de controle da natalidade pela população. Você acha que a população do país deve crescer bastante, pois quanto maior o número de pessoas maior o mercado consumidor. Isso significará mais fábricas e empregos. Acha que o aumento da população é uma forma de estimular o progresso.
    Personagem 4 – Militar. Você é militar sediado há muitos anos na Amazônia. É contra o controle da natalidade, pois há vastas regiões desocupadas no Brasil que são um atrativo para as potências estrangeiras.
    Personagem 5 – Padre. Você é padre e acredita que qualquer tipo de interferência no controle da natalidade, como a doação de anticoncepcionais, é contra a natureza humana. Na sua opinião, deve-se cuidar das crianças, dando escolas, assistência médica, trabalho para os pais etc., pois á vida é um dom divino e não cabe a nós decidir quantos devem nascer e viver.
    A proposta desta atividade, antes de entrar diretamente no tema gravidez na adolescência, instiga o participante a analisar a questão do índice de natalidade, tendo por base funções sociais de pessoas adultas que estão, via de regra, situadas econômica e profissionalmente. Assim, antes de localizar os alunos numa problemática que os envolve diretamente, provoca-os a argumentar, evidenciando a necessidade de se pensar o ter filhos ou o ter mais filhos.

    Na aula seguinte, após a exibição do documentário, discute-se a questão da natalidade, principalmente na adolescência.

    Grande abraço, Silvia

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  4. Para o tema proposto, sugiro uma atividade que inclui um filme e rodas de discussão em sala, onde os alunos contariam suas experiências e/ou de pessoas próximas, além de expressarem suas ideias e opiniões acerca do assunto. Segue a atividades inicial:

    Trabalhando com relatos acerca da Gravidez na adolescência:
    Como atividade proposta para o tema, sugerimos a apresentação de um vídeo, com duração de cinco minutos e trinta e três segundos, intitulado “Gravidez na adolescência”, disponível em: http://videolog.uol.com.br/video.php?id=193035.
    Após a apresentação do vídeo, o/a professor/a solicitará que os/as alunos/as façam um texto dissertativo como temática “Gravidez na Adolescência, abordando as seguintes problematizações:
    Homens e mulheres conversam sobre o planejamento de gravidez?
    Quais opções uma mulher jovem tem diante de uma gravidez não desejada?
    Como podemos ajudar a reduzir o número de gravidezes não planejadas entre os jovens?
    O que passa pela cabeça de uma mulher jovem quando ela descobre que está grávida?
    Como uma gravidez não planejada poderia mudar a vida da mulher?
    Lembrar os/as alunos/as que devem construir um título para o texto bem criativo, esta atividade poderá ser realizada em conjunto com a área de Português da escola, ficando o/a professor/a de Língua Portuguesa responsável para explicar como estruturar e escrever um texto dissertativo. Após as correções feitas pelos/as professores/as, os/as alunos/as poderão fazer a socialização (exposição oral) de suas produções com a turma.

    Abraços, Janaina.

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  5. Sugiro ser realizado, a partir do documentário, um trabalho de pesquisa. Mas ao invés dos alunos procurarem informações na internet, jornais, revistas... Eles buscariam entrevistar adolescentes que passaram ou estão passando por essa situação. Tanto menina quanto o menino, que se tornará um pai adolescente.
    Os próprios alunos seriam divididos em pequenos grupos e fariam a sugestão das perguntas que estariam no questionário. Após esse diálogo, escolheríamos as perguntas mais pertinentes para serem feitas.
    Depois da pesquisa realizada, os alunos trariam as respostas para um debate na sala de aula. A intenção é discutir o tema de uma forma mais próxima, já que praticamente todos eles possuem contato direto com algum jovem que vivencia a situação da gravidez na adolescência. No fim, o objetivo principal seria fazer com que os adolescentes, juntos, dessem sugestões de como buscar diminuir esse índice que vem crescendo de forma assustadora em nosso país.

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  6. 1º MOMENTO
    -Apresentação do filme JUNO
    SINOPSE:
    Com apenas 16 anos, a adolescente Juno está grávida de seu vizinho, Paulie Bleeker. O que era para ser apenas uma tarde de divertimento entre os dois amigos, se tornou um problema que a garota julga ser incapaz de lidar sozinha, já que se sente muito imatura para ser mãe. Para isso, ela pensa na forma mais fácil de resolver isto sem muitos transtornos. Eliminando logo a possibilidade de um aborto, a jovem decide procurar um casal para adoção. Com a ajuda da amiga Leah, Juno procura em anúncios de revista alguém que possa dar um belo futuro ao seu filho.
    Logo ela encontra um casal perfeito. Mark e Vanessa Loring são ricos, bonitos e estão há mais de cinco anos tentando ter um filho. A garota tenta continuar normalmente sua vida, já que agora já tem os pais ideais para a criança que carrega em seu ventre. Ao longo da gravidez, no entanto, ela vai tendo uma percepção melhor da vida e começa a compreender que nem tudo é tão simples como ela imaginava. O que para ela é apenas uma barriga temporária, se torna para seus colegas motivo de comentários. Apesar de ainda não se sentir segura para a maternidade, a gravidez faz com que a garota amadureça.
    2º MOMENTO:
    - Após a exibição do filme, abre-se um momento para discussão do tema. Algumas perguntas podem ser previamente elaboradas pelo professor.
    - Podemos elaborar cartazes sobre o tema com figuras e frases, ou palavras de chamamento, em Inglês.


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  7. O professor pode perguntar aos alunos se os mesmos conhecem alguém que tenha vivenciado uma situação de gravidez na adolescência, podendo ser um/a irmão/ã, primo/a, amigo/a, vizinho/a ou mesmo os pais. Havendo respostas afirmativas, o professor solicita aos alunos que entrevistem essa pessoa, utilizando as seguintes questões:
    1. Qual foi a sua primeira reação quando você descobriu que você ou sua namorada estava grávida?
    2. Quem foi a primeira pessoa que você procurou quando descobriu a gravidez ?
    3. Você teve algum tipo de medo?
    4. Quanto tempo você demorou para dar a notícia sobre a sua gravidez ou da sua namorada para a sua família?
    5. Quem mais te apoiou quando passou por essa situação?
    6. Quando o bebê nasceu, como você se sentiu? O que mudou em sua vida?
    Depois das entrevistas feitas pelos alunos, cabe ao/a professor/a discutir com os mesmos a respeito dos métodos contraceptivos. O/a professor/a deve perguntar quais métodos os alunos conhecem e o que os mesmos já leram, pesquisaram ou estudaram sobre o tema. Vale destacar que a idéia é despertar o interesse dos alunos sobre o tema.

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  8. Acredito que deve ser debatido além da questão da gravidez, as questões de vida sexual, doenças...
    Poderia ser feito com palestras onde meninas da propria escola poderiam falar sobre sua experiência, além de levar alguns profissionais para também conversarem...
    Seria meio que um dia dedicado a isso... Também poderiam rolar oficinas... Coisas assim...

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  9. Organizar um debate que aborde as seguintes questões:
    1) A gravidez precoce ocorre por falta de informação?
    2)Por que adolescente pobres, negras ou indígenas estão mais suscetíveis à gravidez?
    3) você conhece alguém que tenha engravidado antes dos 18 anos? Ela estuda, trabalha, como é a vida social dessa pessoa?
    4) Quais são os riscos de uma gravidez precoce?
    5) Formas de prevenção são discutidas dentro de casa?

    Após o debate, sugerir que os alunos organizem cartazes para posterior exposição na escola.

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  10. Podemos realizar debates sobre o tema "Gravidez na adolescência", palestras com profissionais da área de saúde, usar depoimentos de alunas e alunos que já passaram por essa situação, os alunos podem produzir vídeos relacionados ao tema em que eles mesmos atuem e produção de documentário sobre este assunto.

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  11. Concordo com os comentários acima, temos que debater e informar o máximo possível aos nossos alunos. Ou seja, só irá engravidar quem quiser.

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  12. A gravidez é uma experiência de mudança de vida. Os pais devem dizer aos filhos que a gravidez não é brincadeira de boneca; devem incutir na cabeça dos filhos que não é uma solução para um problema, ou uma desculpa para a rebelião, como muitos adolescentes fazem. A gravidez mudará suas vidas por toda a vida.
    Sugiro debates, textos informativos, oficinas etc...

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  13. Além de ver o filme e também discutir sobre o mesmo. Acho também válido trabalhar com os nossos próprios alunos que já tem filhos , pedindo para os mesmos relatarem um pouco da experiência deles.

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  14. Para mim, o grande problema associado a gravidez na adolescência não é o sexo sem segurança,mas sim o sexo precoce. Não vamos impedir que eles façam sexo, mas podemos apresentar para eles uma perspectiva de que existem outras coisas prazerosas a serem feitas na idade deles que não seja relacionada ao sexo. Existe um mundo a ser descoberto por eles fora do meio em que eles vivem.

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  15. O problema da gravidez na adolescência é, na verdade, muito controverso. Uma vez que pensamos o contexto social, percebemos que a gravidez, para as mães adolescentes, é muitas vezes um motivo de orgulho ou até um objetivo de vida. Outra questão é o sexo precoce: nós consideramos precoce para os parâmetros de hoje, mas, historicamente, menores de 15 anos praticando sexo não é exatamente um tabu. Por isso, além de alertar sobre as DST's, algo que torna a ser tão atual e assustador, sobretudo entre os jovens, seria interessante tratar do assunto gravidez também por uma abordagem histórica: mostrar como o conceito de infância e adolescência mudou desde o século passado, como a gravidez era vista nos mais diferentes períodos históricos (e como há bem pouco tempo mostrar as mulheres grávidas se escondiam em casa e deixar a barriga à mostra, nem pensar!), todos os símbolos e o imaginário que circundam a gravidez (deusas da fecundidade, os filhos como mão de obra, o sexo virando tabu com a Igreja na Idade Média), etc.
    A partir dessa abordagem histórica, podemos analisar dados que mostram a atual situação da mulher no Brasil hoje: a desigualdade salarial, a dupla ou tripla jornada de trabalho, o alto índice de abandono paterno e de lares comandados por mulheres, o alto índice de homens entre 20 e 30 anos pais dos filhos das mães adolescentes de 15 anos (e as adolescentes que são tratadas como problema), enfim, dados que visem a problematizar a condição feminina na sociedade. Sendo assim, a discussão não fica monotemática: somente aquele discurso professoral da responsabilidade, que é importante, sim, mas não é único.
    Uma preocupação é o discurso da abstinência sexual - quando sabemos que nossos alunos são sexualmente ativos, o que é natural e até mesmo saudável. Isso afasta nosso discurso da realidade dos alunos. O que é mais importante, a meu ver, é admitir que eles são sexualmente ativos para daí conseguirmos distinguir sexo de abuso sexual, sexo saudável de sexo irresponsável, e, como tratamos neste tema, uma gravidez planejada e saudável de uma gravidez indesejada.
    Fica a sugestão de não tornarmos tabu um assunto tão delicado e importante, afinal, a escola não ser lugar de tabus. E vamos distribuir camisinha para os nossos alunos!

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